Tem Menina no Circuito


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Por que tem MENINA no circuito? (Discussão sobre Nobel de física 2018)

Ontem, dia 2 de outubro, foi liberada a notícia sobre quais são os ganhadores do prêmio Nobel de física desse ano. O mais curioso não foi a pesquisa dos ganhadores, mas sim o fato de a pesquisadora entre esses ser apenas a TERCEIRA mulher a conseguir tal prêmio (além de isso acontecer só depois de 55 anos em que a segunda ganhou). Isso diz muito sobre a sociedade em que vivemos, onde meninas e mulheres, apesar de conseguirem fazer trabalhos tão fantásticos quanto os dos homens (e, por vezes, até mais fantásticos) serem subjugadas.

Visto isso, cabe a discussão do porquê de o projeto desse blog ser focado em meninas. Normalmente, elas não são encorajadas a estudar, pois são vistas como pessoas que têm que cuidar da casa, do parceiro e afins. E ainda, as que estudam, são quase forçadas a trabalharem nas áreas de “cuidados com outros”, como enfermagem, por exemplo. Então, as poucas que conseguem se dedicar à área que gostam, seja essa na ciência ou não, percorrem um caminho cheio de obstáculos só por conta de seu gênero; muitas vezes são desacreditadas, mesmo tendo boas pesquisas, e são vistas como menos inteligentes que os homens da mesma atuação.

O projeto “Tem menina no circuito” veio para incentivar adolescentes do ensino médio a conhecerem a ciência. O que não as obriga a seguirem essa área, mas as faz ter direito de escolha com um conhecimento mais amplo de outra perspectiva não muito comum. Por exemplo, já teve menina que participou ativamente do projeto e está fazendo Letras na faculdade. E isso é ótimo! A questão é mostrar coisas novas para as meninas; é não perder uma futura cientista só porque, por conta da precária educação brasileira e dos preconceitos sociais, ela não sabia o que é ciência.

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Tem CRIANÇA no circuito

Você sabia que o projeto “Tem menina no circuito” originou o “Tem criança no circuito”? Sim, a ideia mostrou, em oficinas ministradas, que o conhecimento de circuitos e eletrônica em geral pode ser moldado para incentivar crianças (independente do gênero) a se interessarem por ciência.

O “Tem criança no circuito” também funciona para adolescentes, pois tem os mesmos princípios que o “tem menina”. A diferença é que o das crianças oferece oficinas avulsas, ou seja, vai a escolas e museus, e recebe alunos no Espaço Maker (sala que funciona como laboratório de ambos os projetos), que se encontra na UFRJ. Porém, isso é feito apenas uma vez (exceto se a criança for levada a mais de um evento que o programa participa). Por outro lado, o das meninas visa ir em alguma escola específica e fazer um “acompanhamento” por um tempo com as meninas que quiserem, para ensiná-las não só o que é dado nas oficinas, mas também conceitos mais detalhados.

No site do “tem criança” (https://temcriancanocircuito.wordpress.com/) você pode saber como agendar visitas para seu colégio, como fazer algumas oficinas e fica por dentro de eventos nos quais a equipe participa.

 

 


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O que é programação

Muitas fontes dizem que programar é o ato de contar, ordenar etc; mas, de forma resumida, programar é simplesmente estabelecer tarefas, assim como você programa o que vai fazer durante seu dia.

Os computadores não realizam coisas sozinhos, como achamos que fazem. Eles executam comandos que um programador (pessoa) fez antes de você, usuário (como é chamado quem usa, sem programar, as funções do computador), usar seu PC.

A programação depende do programador e da linguagem, isto é, em que “idioma” vão estar escritas as tarefas que serão dadas ao computador. Alguns exemplos de linguagem são: C (linguagem na qual é operado o Arduino, sobre o qual temos um post no site, https://temmeninanocircuito.wordpress.com/2018/05/28/o-que-e-arduino/); Python (uma das linguagens mais fáceis e muito utilizada atualmente); Java; dentre outras. Cada linguagem vai escrever a mesma coisa de uma forma diferente no programa, assim como escrevemos “idioma” em português e “language” em inglês.

O programa também é chamado de código e significa o mesmo: escrever instruções para o computador executar uma função específica.

Spoiler: teremos mais posts sobre programação no site. Fiquem de olho.

Programação

Exemplo de programa na linguagem Python. Imagem corresponde ao programa escrito.

 

Imagem corresponde ao programa sendo executado.


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O que é um circuito elétrico

Quando você está numa rua com muita gente, como um shopping ou “calçadão”, o lugar pode ser descrito de que forma? Desordenado, né? Então, é assim que os elétrons (pequenas partículas, cargas elétricas) se movimentam livremente. Agora, imagine que alguma coisa acontece e todas as pessoas desse local fiquem em ordem, numa fila; é isso que ocorre quando uma pilha ou uma bateria, isto é, uma fonte de energia, entra em contato com esses elétrons livres, se estiverem em um material condutor (que tem “facilidade” em transmitir essa energia vinda da fonte), como o cobre, por exemplo.

Esse fluxo ordenado de elétrons, descrito acima, é o que caracteriza uma corrente elétrica. Essa corrente, como foi dito em outra matéria do site, funciona como um rio, que só flui em um sentido. Nos circuitos elétricos, a corrente flui da parte negativa (ânodo) até o pólo positivo (cátodo).

Um exemplo de circuito elétrico é o circuito de papel que o Tem menina no circuito faz: o material condutor é o fio de cobre (é nele que os elétrons se movimentam); a fonte é uma bateria que transmite uma tensão (voltagem) de 3volts; e a lâmpadas de LED são o diodo, que é um componente que permite a passagem da corrente elétrica nesse sentido único. O LED, especificamente, quando o fio de cobre tem suas pontas encostadas cada uma em um lado da bateria, fechando o circuito, converte a energia elétrica vinda da fonte e transmitida pela corrente ao longo do fio em energia luminosa. Vale destacar que a sigla “LED” significa “Diodo Emissor de Luz”). Veja abaixo como é esse circuito que foi descrito:

 

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Sabia que cada cor de LED acende “diferente”?

Traduzindo do inglês, LED significa Diodo Emissor de Luz. Um diodo, por sua vez, é um componente que permite a passagem da corrente elétrica, como se fosse um rio, somente em um sentido. Ele tem dois terminais: o ânodo e o cátodo. O ânodo é o parte negativa, é dele que a corrente elétrica sai; já o cátodo é o pólo positivo, que recebe o que veio do ânodo.

Existem LEDs de várias cores, que precisam de tensões (voltagens) diferentes, isto é, voltando ao exemplo do rio (que representa a corrente elétrica), como a largura desse rio, necessária para cada cor de LED.

Mas o que essa diferença entre voltagens significa? Se você tiver uma bateria que forneça uma determinada voltagem, é mais “fácil” acender um LED vermelho que um azul, por exemplo. Isso se dá pelo fato de o LED de cor vermelha necessitar de menos tensão para funcionar.

A seguir, uma ordem crescente de “facilidade” para acender algumas cores de LED: infra-vermelho (1,1 volts); vermelho (1,8 volts); amarelo (2,0 volts); laranja (2,0 volts); verde (2,1 volts); azul (3,1 volts); branco (3,1 a 4,0 volts, dependendo de como foi fabricado).

LEDS vermelho (abaixo) e amarelo (em cima) em circuito de papel


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O que é Arduino

Desde a infância, todo mundo quer criar um robô em casa. Entretanto, há impedimento tanto da parte educacional quanto midiática; não existe um incentivo substancial para ensinar ciência, independente da facilidade e da acessibilidade. Um exemplo disso é o Arduino que, apesar de ter baixo custo e poder ser aplicado de forma lúdica, não é implementado.

Essa plataforma é programável e “aberta”, isto é, o código padrão pode ser alterado da forma que mais agradar quem o faça. Ela funciona como um mini-computador, que executa programas e interage através de LEDs, por exemplo. Portanto, o Arduino é uma ponte para o aprendizado, que quebra a barreira da ideia de que ciência é algo difícil.